segunda-feira





 Nos sonhos há sempre um pouco do subconsciente, do desejo, do obscuro, e do anseio que nem sempre temos coragem de gritar ao mundo. Eu acordo meio sem jeito, meio infeliz (de novo), de te-los como único meio de manter algumas coisas funcionando dentro de mim. 


Fazer o que..

quinta-feira

Pois é, né?



Não costumo contar muitas histórias pessoais aqui (pelo menos, não diretamente), mas sou capacitado pra falar de amor a primeira e a segunda vista. Porque aconteceu comigo, e de um jeito tão sutil que desbancou todas minhas antigas teorias sobre o assunto.
Eu, o mais cético habitante do planeta, nunca acreditei nisso. Achava balela de filme da Sessão da Tarde. Achava graça e tão ridículo quando alguém vinha contar uma história de paixão silenciosa por um desconhecido, zombava e dizia que amor romântico era coisa do século XIX. Blé.
Até que um belo dia, eu estava com uma amiga num local muito propício aos estudos hm. Eu, futuro publicitário haha, desesperado para a prova, estudava quieto, quando vi uma certa pessoa, já tinha a visto algumas vezes, mas nunca havia prestado tanta atenção e muito menos havia me despertado interesse.. Essa minha cara de pau me fazia encara-la toda vez que passava por mim. E fazia questão de ficar perto só pra ter esse prazer. (fico no paraíso com meus pensamentos rs)


Só que isso mudou quinta feira, estava eu lá mais uma vez encarando ela, ne um daqueles banquinhos do pátio da faculdade, quando ela olhou pra mim... continuei encarando fixamente, ela percebeu e despistou o olhar. Segundos depois tirou o brilho da bolsa, abriu, olhou pra mim, passou na boca e deu aquela olhada fatal.. Literalmente morri por alguns segundos. 


Minha cara de safado não enganava, muito menos a dela. XD 
E pra terminar de piorar, chegou uma amiga lá, ela levantou e saiu, e me deixou nas nuvens. Hipnotizado hehehe. Sexta procurei por ela, e nada. Sábado e domingo, me lembrei  o dia todo, e por onde a procuraria na faculdade segunda feira.. 


...
tic tac tic tac..
Ok, I got the point, right?


O fim de semana demorou a passar, e a minha ansiedade me consumiu..


Chegou segunda, faculdade, a procurei por todo canto, e mais uma vez, nada dela..
Esses dias todos eu procurando, e ela me torturando desse jeito. 
Não sabia o curso, muito menos a sala.. seria mais fácil, certo. Mas o destino imprescindivelmente faz questão! Gosh..!


Ontem tive a "biggest" oportunidade, ela estava lá, é.. mas por uma falha minha, perdi. Cheguei atrasado, e ela já havia entrado na sala.. não pude fazer nada. Cara! Eu sou mais enrolado que chiclete de p*ta!! GRR


Hoje completa 1 semana pela minha busca a garota linda desconhecida. Quem diria heim Mr Eduardo? Entregando os pontos e caindo tão fácil por alguém.. ainda mais assim.  Puft!


Me rendi totalmente.


vergonha na cara...Vou mais cedo hoje, e esperarei na porta até poder passar por ela.. hahaha


(yn)


Prrlllll..... No way it's over! 


Boa sorte pra mim!


(não acredito que contei isso aqui)

quarta-feira

just 4 today - Love ya



Meu dia virou um looping de eventos descartáveis, perecíveis, voláteis; um "consuma-em-até-24-horas" passivel pro esquecimento. 


E, assim como elas, as relações interpessoais - cada vez mais imaturas e frágeis. Eu que sou um nene de 20 e poucos anos, fico sem reação ao ver gente, da idade dos meus pais, lidando com sentimentos e namoricos de maneira extremamente inconseqüente. E como eles, os próprios jovens.Quase não mais existe a discussão, o compartilhamento de ideais, gostos literários, estilos musicais ou posição política. 


São casais/grupos voláteis, de interesses básicos que nem ao menos têm capacidade de discutir ou criticar o próprio estilo de vida “trabalhar-respirar-consumir”. And I’m fed up with this bullshit – da cabeça aos ombros, joelhos e pés.
Eu constantemente reclamo com as paredes de que sinto falta de amigos mais “ativos e interessantes”, mas toda vez que me apaixono e crio esperanças com alguma amizade em potencial, acabo levando nas fuças e jogando todo o esforço e encanto por água a baixo na segunda ou terceira semana. 
Acho que sou exigente DEMAIS. 
Mas bah, o meu real problema é “idealiza-las” antes de as conhecer melhor; ou já ter um ideal de “pessoa-mais-divina-maravilhosa-inteligente-etc-e-tal” e não aceitar meios-termos (vide exemplos nesse blog). 


Alienei-me dos desconhecidos, tornei-me este santo porre que é ser vulnerável e volúvel ao mesmo tempo e aprendi a descartar relacionamentos meia-boca ou em declínio, que se mantinham por conveniência, e por outro lado, a valorizar os duradouros, pois, mesmo que nem sempre aquele esplendor inicial se sustente com o passar dos anos, de lá eu sei que posso ter um retorno seguro de parceria, respeito e amizade - desde que eu faça questão disso, claro.


Não tenho por que comentar de minhas tantas relações antes que meu organismo esteja acostumado com a situação. Sempre achei trágicas estas histórias de casais/amigos que tiveram relacionamentos fartos e duradouros, transformados gradualmente em um mar de ignorância e desdém. E consequentemente, sempre censurei um pouquinho, ao dizer que não se deve cortar um pedaço de vida fora por causa de “detalhes” (eufemismo, não ironia); destruir toda a memória física existente e fazer todo o esforço possível pra apagar aquela vida da cabeça pra tornar a convivência consigo mesmo mais suportável. Porque no final, a porcaria da nossa memória vai nos trair. Porque somos sempre um pouco de todos que passaram por nossas vidas, sem ao menos nos darmos conta. Porque por mais que o ‘amor’ termine, nós já assimilamos costumes, gírias, gostos, manias e histórias que ficam conosco pra sempre, que nos enriquecem como seres humanos e que nos remetem a sua verdadeira “origem”. 


Feliz ou infelizmente: somos feitos desse amplo espectro de “passado” que converge para o futuro, e nada mais maduro do que admiti-lo.
Talvez seja eco da minha própria imaturidade e ao mesmo tempo experiência no ramo das inter-relações, mas espero nunca ter que negar ou difamar aquilo que vivi com vontade e prazer, por alguma conveniência minha e correr o risco de me arrepender. Seria negar uma parte do que sou hoje, pelo que fui ontem, mas acho que sou melhor e mais do que isso.


Pff.. E mais uma vez, desviei do assunto.


Paciência!