quarta-feira

De onde vem a força e a esperança..




Esta pergunta tem me tirado o sono e o sossego nos últimos dias.
Como incrédulo, surpreendo-me tentando acreditar em algo - que eu não sei o quê é -como fonte de todas as minhas energias e esperança que eu acreditava já perdidas.
Minha tia já reagiu um pouco, mas continua internada, convalescendo e provando-me uma vez mais, que tudo aquilo em que acredito é fumaça que some diante dos meus olhos.
Como é duro não saber no que acreditar.

Meu referencial de força, coragem e determinação, ela agora dorme tranquila, que os analgésicos fizeram efeito e a dor rendeu-se propondo uma trégua. Mas sei que ainda tem MUITO o que acontecer, e a esperança ainda permanece.. firme e forte.
Ajeito os lençóis e o travesseiro, e era eu, eu quem queria estar ali, sofrendo em seu lugar.
Não tenho medo da morte...acho que nunca terei.
Sempre muito reservado, acabei criando ao meu redor uma espécie de redoma que amigos e família acabavam descobrindo quase que impossível de ser transposto.

Quase...
E eu chorei, mais uma vez, a minha insignificância.
Chorei por saber que sou tão pouco, e mereço bem menos, e no entanto a vida insiste em me proporcionar tanto.
Despeja-me, inunda-me, transborda-me de motivos para sorrir.

Ingrato, eu choro.
Mas não, ingratidão não!
Antes, uma inegável consciência que me toma de súbito, e da qual não há mais como fugir.
Tenho amado muito, e declarado pouco.
Tenho guardado um amor que fenece, transformando-se em poeira que o vento leva.
Sinto que mereço e de fato tenho uma nova chance.
Mas não sei se a quero.
Não sei o que fazer.
Encerro um capítulo.

Viro a página.

Novo capítulo, novo parágrafo.

Agradecido, deslumbrado.

Ponto.

Não, não é final.
Há muita história ainda a ser escrita, muita vida ainda a ser contada.
E a força... bem, tal qual a esperança, tenho-a comigo bem perto.
De onde ela vem, permanece o mistério.
Suponho que muitos acreditem saber a resposta.
Eu não a tenho e nem a quero.

Preciso da dúvida para continuar vivendo.

P.s.: Agradeço de coração aos meus amigos que estão me apoiando e se importanto comigo nesse momento.. Adoro todos vocês.

terça-feira

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É mais forte que eu.
E então, uma minha amiga me diz:
"Você precisa ser mais tolerante, aceitar as diferenças é fundamental!"


Ser tolerante é possível. Difícil, porém possível.
Não posso tolerar, contudo, a falta de educação, e porque não dizer, a falta de respeito que algumas pessoas ostentam e exibem como se fora qualidade.
Piadinhas de mau gosto, comentários sem propósito (que não o de embaraçar e constranger).

Pessoas sem educação, e que não respeitam o limite do próximo.
Ah, então é disso que devo abrir mão em nome de "não ficar sozinho"?
É exagero dizer que se uma pessoa não é capaz de respeitar minha privacidade, meus hábitos, meus costumes, minhas opiniões e decisões, se quer - e tenta constantemente - me privar de tudo isso, é exagero dizer que não será capaz de dividir nada com ninguém?

Dividir, compartilhar, são verbos que assumem dimensões e significados diferentes para as pessoas, segundo seu grau de educação.

Há que se levar isso em conta, não há como desvincular um do outro.
Não, eu não divido tudo não.
Não, eu não acho que estou errado.
Sim, podem dizer-me intolerante.

Pouco me importa.
Não abro mão de nada que me custou o sangue para conquistar.

E se por este motivo não sou digno de afeição, carinho e consideração, então talvez
seja hora de reavaliar meus conceitos, e tomar mais cuidado na hora de decidir a quem devo realmente me importar.

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Eternal nonsenses

On the move... I'll might be away for a couple of days, or maybe just a few hours since I get a lot of stuff to pull trough. My life is a little messy but is doing fine dispite some scenes on the dance floor this last weekend that made me pretty sad.
Lets keep pretending life is just a sequence of diferent moments that turn up into something bigger, over and over. Lets keep pretending I'm 100% fine, because that's all that matters in the end... Well, I guess I've been superficial enought for today on this post!
Right now I need nothing but a gorgeous girl sleeping on the bed next to me ( 66 ) and a place like this where I can ease my thoughts from time to time.

C'mon... I'm happy and life can be just that simple...you people are too greedy to ever feel this way...

p.s.: My heart feels broken everytime I see you sleeping...(deamn, you has just turned your back on me, kid! =\

segunda-feira

Maldita palavra

Ultimamente tenho vivido experiências que me fazem pensar... as pessoas não são, nunca, aquilo que vemos e pensamos que elas sejam, sempre ha uma máscara, uma qualidade ou pior ainda, um defeito, o qual não conhecemos, e quando o descobrimos, mudamos totalmente nosso jeito de trata-las, se torna uma pretensão de poder ignora-la ou trata-la diferente (no fundo até gosto, adoro ser ruim com quem é comigo). Qualquer palavra 'mal dita' ne um horário inapropriado, uma provocação ou ironia nos faz mudar completamente o modo de ver as coisas... então crianças; não se deixem enganar pelas aparências. Pessoas bonitas e fachadas modernas não remetem necessariamente às suas qualidades funcionais.

Apenas simples palavras são capazes de mudar tudo.

sábado

Good Music, Good People, GOOD TIMES!

A semana está passando cada vez mais rápido e não é raro ouvir pessoas reclamando disso. Com o trancamento da faculdade e aparentemente sem nenhum outro afazer rotineiro,tirando o trabalho, eu me deparo com dias inteiros a disposição de meus livros, meus desenhos, minhas fotos, cigarro, bebida e vadiagem. Infelizmente isso talvez não me traga tantos benefícios, mas eu acabo temendo que se certas coisas não forem vividas agora, eu vou acabar submergindo nas preocupações de um adulto responsável sem ter na memória lembranças que me tragam o conforto de alguém que aproveitou a vida sem ter se atucanado em pagar as contas no final do mês, num dia de estresse em potêncial. Felizmente tudo isso as minhas custas, onde mantenho uma vida mediana com meus luxos aqui e ali.

De qualquer forma... tive um feriado interessante que somado à compania de amizades relativamente novas, algumas latas de cerveja e muita música,mas que me rendeu experiências dignas de ressalve. Ratifico a importância dessas amizades que aparecem casualmente na nossa vida num finalzinho de festa ou numa vasculhada despreocupada pelo orkut, mas que passam a ter importância crucial a partir de então.

Nós estavamos bastante cansados dos programas casuais que sempre se resumiam em festa, bebedeira, dormir mal e não aproveitar bem o resto do fim de semana, sem contar que ao se pagar pra entrar em algum lugar acabamos quase sendo obrigados a se divertir e a noite se torna forçada de mais, ao menos ao meu parecer, salvo as noites que o pessoal decide sair de última hora porque estão realmente na pilha. Neste, resolvemos variar um pouco e fazer algo mais caseiro; aproveitar para reaver atritos que estavam assolando a todos nós.

De praxe, sempre ha alguém insatisfeito, mas pouco atrapalhou. A noite abriu espaço para o acomplishment de interesses remetentes a nós, e o inesperado foi que eu pensei poder prever minha reação quanto a isso. Infelizmente acabei notando que certas coisas que soam como boas idéias no momento nem sempre são as melhores escolhas a serem feitas se o que visamos está muito além de um simples momento. Quando falamos de pessoas, nem sempre mais é efetivamente mais... por sorte nada foi comprometido, e pude ter certeza de que a matemática esteve do nosso lado.

Vou seguir mais forte e vacinado contra meus próprios desejos. Apesar dos pesares, nunca vivi tão intensamente como nestes meses... Estou fazendo minha história, sem lugar para efeitos especiais, apenas a realidade (não foi intenção fazer soar tão impactante, hehe), como a dos filmes independentes.

A todos, ótimo fim semana, muitas voltas e tombos na calçada..

sexta-feira

Pensamentos aleatórios


Os dias me parecem menores. Talves tenha sido precipitado de minha parte pensar que a rotina de um desocupado seria mais conveniente que a de um trabalhador, mas me sinto livre e isto é argumento o suficiente para me manter firme nas minhas escolhas.
Não é pretexto para uma vida inconseqüente, isto é o que tento(ao menos) por na cabeça de todo mundo.

Eu sinceramente não vejo mal em poder acordar de manhã e poder passar alguns minutos a mais de carinhos com a namorada; ir ao parque no final de semana e aproveitar o sol por uma horinha antes de começar a fazer aquele projeto chato para apresentar na segunda feira; sair de carro com os amigos, depois de um dia estressante, com todas as janelas abertas só pra poder falar mais alto; ir para o trabalho com a camiseta velha que você usa como pijama porque acordou tarde e rir de si mesmo; ir a pé pro trabalho e mesmo assim se sentir livre, pois é o que se gostaria de fazer naquele momento. Não vejo mal em poder viver um pouco enquanto se sobrevive... mas dar-se o luxo de mudar de vida de uma hora pra outra quando a que se vive não traz mais prazer, acaba sendo uma alternativa improvável devido o medo enfiado na cabeça, então preferimos não arriscar por medo e decidimos continuar seguindo a correnteza, seguros, infelizes e nem sempre garantidos. Mas se fores demitido... estufe o peito e pense consigo mesmo que em sua frente esta uma chance única de mudar que poucos têm, e não um abismo.



P.s: Goiânia, sentirei saudades.

quinta-feira

Nostalgiando..

Tantos anos sem escrever, eu parto para mais uma tentativa de reanimar os meus ecos de escritor que tempos ressonavam dentro de mim. Este, se não me engano, é meu terceiro ou quarto blog (pra quem me conhece ha anos, deve lembrar dos outros..),e também não faço a mínima idéia porque fiz esse aqui, mas não vem ao caso agora. Decidi voltar a escrever por vários motivos, e um blog, por ser público, me incentivaria mais. Costumava ter um caderno ilustrado e atualizado todos os dias, com tantas anotações, e momentos que me traziam a memória recordações e situações que me marcaram de alguma ou outra forma, mas que por ironia do destino, ele acabou sendo perdido em uma dessas minhas viagens..... Ultimamente ando confuso com algumas coisas, mas por enquanto não vou dar detalhes, apenas uma opinião.Talvez o ser humano não tenha sido feito para viver como único cúmplice de seus sentimentos; a tendência natural é querer que ao menos alguém saiba daquilo que percebemos, daquilo que sentimos, presenciamos, pensamos, sonhamos, pois é uma forma de auto preservação já que nem sempre confiamos na nossa própria memória. Nos sentimos mais seguros quando podemos contar para alguém sobre tudo, sem receio algum, (apesar disso não funcionar comigo), ao todo caso, sabemos que este alguém será o mais apto a nos entender..... Por enquanto não lhes prometo detalhes de minha vida pessoal (para quem não me conhece), mas ainda existem coisas interessantes neste mundo dignas de serem contadas que não remetem à intimidade física, por mais bela que seja....