sábado
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Quem convive comigo sabe dos meus problemas de relacionamento os quais são dignos de um Maria do Bairro Awards. Alguns podem dizer que eu estou exagerando, ou que sou muito "novo" para estar tão decepcionado com o amor. Por isso resolvi que hoje eu vou dar uma explicação formal para que todos que leiam entendam porque eu temo tanto esse sentimento.
Obs: não precisarei exemplificar com nenhuma história de amor platônico, amizade colorida, ou qualquer outra coisa mal resolvida da minha vida. Certo?
Pra começo de conversa, o amor deveria ser "simbiótico" - isso mesmo, de simbiose, como as plantas. "Quando um não quer, dois não amam." - Porém, a gente se apaixona mesmo assim, sem calcular possibilidade de resultado. Construímos uma armadura inteira, durante meses, anos, para que nada possa nos causar mal - erguemos todos os tipos de defesas. Então eis que uma pessoa idiota, igual a qualquer outra, aparece na sua vida. E um dia faz uma coisa boba, como sorrir pra você ou soltar uma frase que pode ser interpretada de várias maneiras.
Pronto. Sua vida não lhe pertence mais.
Tu dá a essa pessoa um pedaço seu sem ela nem pedir. Vira refén do amor e fica vulnerável. O cavaleiro de armadura que tu era vira um babaca sentimental.
E, simples frases como: "Acho que devemos continuar amigos" ou "Não sei, estou confusa(o)" viram estilhaços de vidro e te deixam rasgado e jogado no escuro. Tu olha pro coração que entregou de bandeja e parece que ele não vale nada.
Isso dói não só na mente, é uma dor física. Nada deveria ser assim, principalmente o amor.
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Eu tento não devanear mais, porém é difícil quando a mente já se acostumou a imaginar possibilidades. Aprendi que a gente não deve tratar como prioridade quem nos trata como opção - ou nem mesmo isso.
E agora, não só estou trabalhando o desapego, como estou sentindo uma coisa maior do que outra desilusão por si só.
Acho que eu perdi a fé no amor.
