segunda-feira

Quando a gente mora um no outro;


Cometi o erro de pensar que nas companhias de outros eu preencheria as lacunas da minha própria existência.
Sentia tanta falta de mim que em vão procurava em outros os cacos que compunham esse pedaço de gelo.Em algum momento dessa trajetória, meio errante, meio torta, perdi um pouco de mim mesmo.E erroneamente julguei que uma segunda pessoa teria a capacidade de suprir os déficits de mim.Precisava de alguém que me criticasse quando necessário, que respeitasse o meu silêncio, que me fizesse rir, mas que me fizesse chorar também e que risse e chorasse comigo, que pudéssemos ter longas conversas sobre tudo, sem que parecêssemos tolos ou sábios, que ficássemos quietos no meio da noite se olhando em silêncio e entendendo tudo.
Eu tenho total consciência desse vazio. Então, passei a deixar o tempo me ensinar.

A cada dia que passa, faz com que eu conheça e aprenda mais de mim, fazendo com que as lacunas se tornem imperceptíveis. Não preciso que me distraia delas, preciso que ande comigo pra acertamos juntos as falhas desse iceberg. É aprendendo que se flui naturalmente, de maneira mais que perfeita, praticamente surreal.

Não é normal, mas é questão de prática..
porque um dia eu acho o pedaço de gelo que está perdido por aí.

;P

domingo

Chopis Centis....

Chato demais quando a mulher cisma em levar um homem ao shopping, pois todo homem, que é homem, odeia esse tipo de programa. Elas não entendem que o shopping é um antro de lojas, onde todas elas, até as masculinas, são voltadas ao público feminino. Ou elas acham que exista um homem capaz de usar uma blusa de lã rosa-choque jogada nos ombros e uma calça jeans envelhecida com fiapos dourados, desfiados, por todos os lados? Talvez um Alexandre Pires da vida. Hahaha.

Esse Chopis, que as mulheres usam como atrativo para o homem, sempre é caro e quente, o som, ambiente, nunca é samba, e sim alguém procurando a Valdyslane no Setor B. É proibido fumar, e as cadeiras, quase sempre fixas ao chão, não são ergonomicamente confortáveis. E, cá pra nós, chopp com crepe não combina.

Elas ficam loucas, e cegas, quando olham um manequim vestido com uma combinação de roupas “photoshopicamente” perfeitas e imaginam o companheiro naquele modelito. Entram na loja escolhem a mesma roupa da vitrine, num tamanho bem maior, e presenteiam alegremente o homem, muita das vezes pagando com o dinheiro dele. Kkk. Piada.


Ah, falando em dinheiro, o homem, geralmente, reclama dos sumiços repentinos do cartão de crédito da carteira, mas esse pequeno retângulo de plástico é primordial para a esposa/namorada aceitar a ir sozinha as compras, deixando o homem, em paz, bebericando num lugar com o chão não tão reluzente.

As promoções são como imãs de mulheres, mas quanto maior e mais chamativo o adesivo de promoção colado na vitrine, menor é o desconto. Essa armadilha é percebida na primeira vez que o homem vai ao shopping, elas não conseguem enxergar, ou não querem. Tanto é que já sabemos que quanto menos roupas expostas na vitrine, mais cara é a loja, pra elas, tudo é tão baratinho. Elas compram as roupas como estivessem numa competição.

Quando um homem precisa ir ao shopping, ele fica desarmado, sem ações e com uma constante cara de cachorro que caiu da mudança. Anda sem rumo, olha ao redor, sobe e desce as escadas rolantes, não consegue se localizar, sente falta do GPS do carro, passa mil vezes no mesmo lugar e nem ao menos percebe. Está ali somente com o intuito de comprar uma blusa, uma única e básica blusa, porém não é bem dessa forma que funciona.

Ele entra na loja, mas é como estivesse entrado no paraíso, pois a vendedora, estonteantemente linda, se aproxima e toda sorridente pergunta se pode ajudar.

– Ah! E como pode ajudar! – Exclamam, todos, sem exceção, por dentro.

Ele queria apenas uma blusa, mas ela achou que a calça jeans envelhecida com fiapos dourados e desfiados por todos os lados havia ficado tão linda nele, ele teve que comprá-la. Além, também, do cinto, da carteira e do boné da moda. Paga em dinheiro, nada de parcelas, só pra aparecer.

Maridos e namorados sofrem quando se deixam ir ao shopping com as companheiras. Em qualquer loja que elas entram, querem algo. Tudo é a cara delas, tudo é o número delas, tudo é bonitinho. Uma roupa está na moda e a outra, uma celebridade qualquer, usava na capa de alguma revista. Pedem presente de Natal antecipado, mesmo estando no mês de fevereiro e, se bobear, elas levam o shopping inteiro.

Mal sabem elas que, numa dessas lojas onde mulheres lindas e sorridentes atendem, o homem, quando responde sobre uma peça de roupa que a companheira escolheu, nunca, de fato, analisam a peça em si, o elogio é sempre direcionado à vendedora:

- Linda! Muito, muito linda.

Uhum....

sábado

Momentos;


Vida boa à 5ºC.
The best way to get rid of daily chaos.

..
Vou repetir a dose, agora aos 40°C..
Tschuss!