Prazer, Eduardo. E dependendo quem for você: Edu. Pura tequila e filmes narrados. Vinte e poucos anos sem convivência familiar intensa, tornaram-me um animal arisco e descrente do mundo – adoro.
Nada mais ácido que a criatividade de uma mente reclusa.
Minha sexualidade sempre fora discretamente precoce e meu amor próprio um tanto quanto duvidoso.
E nestes últimos anos de vida solo, tenho apenas uma coisa a declarar: Doesn’t matter how fucked up u are, u can always dig the hole a little further.
Ninguém se importa com essa juventude fudida, muito menos com histórias bíblicas de superação... (eu conto mesmo assim).
A propósito, não assisto nem leio nada que tenha “amor” no título, mas estou sujeito a recaídas devido a bebedeiras passadas, com um toque de velhas lembranças, portanto minha “contribuição” aqui continuará a ser controlada. Pretendo não transformar tudo isso em uma pedra no rim dos leitores comovidos, nem uma válvula de escape para qualquer ‘dor’ que precise do consentimento público para sarar. Já vivi essa frescura por um bom tempo –aqui-.
O que eu faço? I bite! Yes m’am! Um lado artista, para poder aliviar minha cabeça de tudo que é considerado amoral e perverso. Se funciona? Pelo menos tenho uma boa desculpa para fazer o que faço. E isso sim parece funcionar. Quanto a detalhes biográficos que antecedam pelo menos alguns dias atrás, prefiro me abster.
Prazer: solteiro! Entendem?
Falsidade. Se existe algo mais desonroso que isso, o diabo guardou para os psicopatas. Mas de nada adianta pisar no que já está no chão, muito menos juntar pra soprar e comer de novo. Você é forçado a esquecer. Se afastar de alguém "considerável" assim é tão estranho quanto perder um braço e continuar o sentindo por meses a fio. No início você chora feito um idiota, então você quer vingança, negocia a possibilidade de ‘talvez’, tem recaídas diárias e sofre de um comportamento pseudo bipolar. Depois você desce da montanha russa, tonto e enjoado. Passa mal, cansa, fica descrente, ardiloso – você treina um braço por dois, entra no jogo, aprende a falar a mesma língua do "inimigo", queima todas as cartas do baralho e obedece a hierarquia da sua própria anatomia. Head over the body.
Keep that in mind.
Há menos de duas semana, saí com uma velha amiga da esquecível época de engenharia. Uma mulher sensível e inteligente - 4x4. Durante a conversa, ela acendia cigarros e falava sobre negócios e sua nova mente empreendedora. Grande coisa. Seus vícios: trabalho, cigarros, café. A invejei. ....Tive Inveja.
Fodam-se as festas, a vibração baixa, os títulos tendenciosos, os interesses! Meu negócio é bater com um martelo até abrir buraco no externo, só para fugir do óbvio. Minha identidade está implícita e não precisa de estereótipos, de nomes, nem de lugar certo para se afirmar. Esqueçam os floreios, a redescoberta do amor após o 'fim' (oóóh), a política, misérias e o diabo a quatro.
Estou aqui por puro egoísmo e atual incapacidade de fazer diferente...
domingo
sábado
Sabe felicidade? Sabe aquela porcaria de sorriso cretino que faz todo mundo sorrir junto, misturado com todo o tesão que se tem pela vida? Então.. eu quero mais motivos pra morrer feliz. Quero me afogar nesse mundo clandestino, ser preso por atentado ao pudor, quebrar a mão no nariz de um infeliz, dançar sem música, beber vinho importado no bico em plena quinta feira e amar sem fazer força. Ser a mão por baixo da outra, ser confidente de todas as pessoas do mundo, guardar pra mim o que há de mais obscuro no ser humano. E nem o diabo vai poder me comprar, nem os anjos me resgatarão, pois serei dono dessa felicidade virulenta que não examina hospedeiro... entra porta adentro e atira.
segunda-feira
so...
Silênciar não é esquecer. Antes o silêncio que dar aquilo o que não tenho.
Prefiro calar a ser negligente, pois não concedo espaço pra meias verdades.
Então desapareço. É o melhor modo.
Prefiro calar a ser negligente, pois não concedo espaço pra meias verdades.
Então desapareço. É o melhor modo.
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