Hoje era um dia em que eu gostaria de sair. Beber até meu sangue afinar e até ficar cansado demais pra me preocupar com detalhes, rostos, boca, roupa de marca. Até ficar tonto, até todo mundo ir embora da pista e o segurança me por pra fora. Manchar minha camisa de vinho tinto.... Queria beijar a boca de todas as mulheres solitárias, e sair disparando flechas de amores cegos, de tesão, e de desejo mórbido. Hoje eu queria entrar em todas as festas da cidade, beber drinks cafonas de todas as cores e aparecer em todas as fotografias posadas e forjadas, pra todos verem que eu estava lá.. curtindo feito uma criança autista. Porque daí todos veriam que lá, no meio da rua, até o alcool acabar e eu cair no ridículo.
Um pouco de mim poderia morrer no meio de um já esquecido resto de noite.
Quando começo a escapar das probabilidades e raciocinar onde não há nada que ser raciocinado, acabo me dando conta de que ainda sofro da velha mania de perseguição.